Com o aumento no número de ameaças cibernéticas e a crescente digitalização das empresas, é crucial saber como agir rapidamente para garantir a continuidade dos negócios. Nesse contexto, um plano de resposta a incidentes é essencial para minimizar os impactos de uma falha de segurança. Mas, afinal, o que é esse plano e como treinar os executivos para agir corretamente?
O plano de resposta a incidentes é um conjunto de diretrizes, procedimentos e boas práticas criadas para detectar, conter e remediar ameaças à segurança da informação. Ele define responsabilidades, fluxos de comunicação e estratégias de mitigação de riscos para evitar danos mais graves.
Trata-se de um ponto importantíssimo em qualquer estratégia de cibersegurança, uma vez que tal plano garante que sistemas e serviços críticos fiquem o menor tempo possível fora do ar, reduzindo impactos nas operações do core business. Quanto mais demorarmos para responder a um incidente, maiores são os impactos e mais difícil fica correr atrás dos eventuais prejuízos.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) reforça a necessidade desse tipo de planejamento, pois exige que organizações adotem medidas técnicas e administrativas para garantir a segurança de dados pessoais. O descumprimento dessas diretrizes pode acarretar sanções severas, incluindo multas elevadas e danos à reputação da empresa.
Um dos elementos mais importantes do plano de resposta a incidentes é o playbook, termo usado para descrever o guia que norteia os processos, procedimentos e responsabilidades necessários para gerenciar incidentes de maneira sistemática. Ele não apenas orienta a equipe técnica, mas também assegura que todos os envolvidos na organização estejam alinhados e saibam como agir em situações de emergência.
Um playbook de resposta a incidentes deve ser estruturado de forma lógica e conter todas as informações necessárias para orientar as ações da equipe. Elementos essenciais incluem:
Os executivos têm um papel estratégico na gestão de incidentes. São eles que tomam decisões rápidas e eficazes para conter e mitigar danos. Portanto, treiná-los adequadamente é essencial para garantir que o plano de ação seja implementado da melhor forma possível. Contudo, em muitas empresas, esse treinamento acaba sendo deixado de lado, o que impacta diretamente na eficácia dos planos de resposta.
De acordo com o Cyber Security Summit Report 2024/2025, apenas 20% das empresas conseguem restabelecer seus sistemas e serviços em menos de quatro horas — tempo considerado ideal. A maioria (43%) leva até dois dias para recuperar suas operações.
“Sobre as prioridades na resolução de crises, 77% dos respondentes consideram que o controle do incidente é o elemento mais importante na comunicação de crises e, em segundo lugar, 15% prioriza a transparência. Isso reforça a necessidade de equipes bem treinadas para equilibrar respostas técnicas e estratégicas, especialmente em casos de ransomware e vazamentos de dados”, conclui o relatório.
Além de jornadas educacionais para a conscientização e redução do risco humano, a Eskive também conta com módulos executivos, voltados para profissionais de maior nível hierárquico e em cargos nos quais é crucial a tomada de decisões estratégicas. Isso inclui instruções detalhadas de preparação para resposta a incidentes, incluindo todas as melhores práticas do mercado. Fale conosco e saiba mais!